A crença irracional, incoerente, presente na condição de minha existência desde que me dou por ser vivo, sempre confundida com um dom, um presente dado aos otimistas por algum tipo de consciência superior sádica, Deus talvez. Ou mais provavelmente algo que a mente humana cria pra ter no que se agarrar, usar como apoio, como a fé, apenas pra se ter um motivo pra continuar existindo.
É, porém, algo mais simples, uma doença, cancêr, neoplasia maligna em sua forma mais pura, inoperável, inevitável. Ao contrario da fé, a qual se prendem as mentes fracas. Por mais forte que você seja a esperança vai estar sempre lá, no fundo da sua alma, dizendo que o absurdo é crível, transformando o pensador em crédulo, fazendo acreditar que um dia ela vai te amar como amou a ele.
Zeus sabia o que estava fazendo quando a pôs na caixa de pandora, sabia bem.
Para Stefan Rotenberg.
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